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Além do Hype: 5 Verdades Contraintuitivas Sobre Inteligência Artificial e Atendimento Digital

A urgência em adotar Inteligência Artificial (IA) nas operações de atendimento ao cliente atingiu níveis sem precedentes no mercado brasileiro. Incentivados por uma população hiperconectada e altamente receptiva aos canais digitais, muitos executivos apressaram a implementação de modelos conversacionais abertos impulsionados pela simples necessidade de exibir o selo de inovação. Contudo, a pressa em incorporar tendências sem um diagnóstico criterioso de casos de uso reais resultou na proliferação de custos velados, frustração do usuário e degradação da experiência do cliente (CX).

Durante sua participação no CONAREC, José Caldo, CEO e CTO da Colmeia GC, apresentou uma análise pragmática sobre a transição do entusiasmo superficial para a maturidade tecnológica. O abismo entre a especulação mercadológica e a utilidade operacional exige que as lideranças encarem verdades contraintuitivas para construir arquiteturas digitais sustentáveis, rentáveis e protegidas.

O que é a Inteligência Artificial no Atendimento Digital de alta performance?

A Inteligência Artificial no atendimento digital de alta performance é a aplicação estratégica de automação, modelos conversacionais e inteligência analítica focada na resolução pragmática de problemas de negócio. Seu objetivo não é substituir totalmente a força de trabalho, mas integrar fluxos previsíveis, copilotos internos e protocolos de cibersegurança para garantir conversão, eficiência operacional e proteção jurídica.

1. A ilusão das promessas exageradas e a necessidade do pragmatismo

Nos últimos anos, o mercado global foi alimentado por previsões extremas sobre a substituição imediata do trabalho humano e a automação irrestrita de processos complexos. Todavia, a prática corporativa diária no atendimento ao cliente demonstrou as limitações técnicas e operacionais destas ferramentas quando expostas ao ambiente real de produção.

O mercado corporativo ingressa agora em uma fase de sobriedade e discernimento analítico. A tecnologia não possui valor intrínseco se não estiver diretamente ancorada na resolução de dores operacionais e financeiras.

“Na verdade você vê as pessoas curando câncer, indo com o carro que ia ser autônomo, dirigindo o próprio carro e todo mundo tá igual empregado… As empresas estão começando a ter uma visão um pouco mais madura do que esperar da AI.” – José Caldo, CEO e CTO da Colmeia GC

Mapear com precisão o que a tecnologia entrega com consistência, assim como identificar onde ela falha, é o pré-requisito indispensável para evitar o desperdício de capital em inovações de fachada.

2. A vitória dos fluxos estruturados sobre a imprevisibilidade da IA aberta

Apesar da notoriedade dos grandes modelos de linguagem (LLMs), a prática revela que a previsibilidade determinística continua a superar a IA conversacional aberta em processos focados em conversão e eficiência. A paralisia de decisão e os desvios conversacionais introduzidos por modelos abertos frequentemente afastam o cliente da resolução do problema.

Estudos e testes de mercado comprovam a superioridade dos fluxos guiados em cenários de alta exigência operacional:

  • O gargalo dos pilotos (Métrica MIT): Pesquisas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) indicam que cerca de 95% das iniciativas corporativas de botes baseados exclusivamente em LLM não avançam além da fase de piloto devido à inconsistência de respostas em produção.
  • A vitória do fluxo determinístico (Teste A/B bancário): Em um teste A/B realizado por uma grande instituição financeira no Brasil, botes estruturados (com caminhos claros “A, depois B, depois C”) obtiveram maior taxa de conversão final e menor índice de abandono de sessão do que interações guiadas por IA conversacional aberta.

3. O risco da exposição externa e os passivos jurídicos da alucinação

O verdadeiro risco da Inteligência Artificial no atendimento digital reside no ambiente onde ela é implantada. É vital distinguir o uso do copiloto interno de produtividade da exposição direta de um agente conversacional ao público em operações de grande escala.

Comparativo de Ambientes de Aplicação de Inteligência Artificial
Dimensão de Análise Ambiente Interno (Copiloto de Produtividade) Ambiente Externo (Atendimento em Larga Escala)
Público de Interação Especialistas, equipes de suporte, marketing e operações. Cliente final em operações que atingem até 600.000 pessoas por dia.
Nível de Controle Supervisionado: o humano avalia, corrige e valida o resultado. Antagônico: milhares de usuários testam os limites do modelo.
Risco de Impacto Baixo: erros são corrigidos antes da publicação ou envio. Elevado: alucinações geram passivos financeiros e jurisprudência.

A responsabilidade jurídica sobre as promessas efetuadas por agentes virtuais é integralmente da empresa. Casos internacionais emblemáticos, como o da Air Canada (condenada a honrar descontos indevidos prometidos por um chatbot que alucinou durante um atendimento), confirmam que o software responde juridicamente pela instituição.

4. O ponto cego da segurança: biometria versus engenharia social

A transição para o atendimento 100% digital revelou um ponto cego crítico nas estratégias tradicionais de cibersegurança das grandes empresas. O mercado investe fortemente em autenticação biométrica facial e validação de identidade. No entanto, estas tecnologias apenas confirmam a identidade do usuário, mas não identificam se ele está sendo manipulado.

A fraude por engenharia social ocorre quando um cliente legítimo, devidamente autenticado via biometria, é induzido por terceiros a realizar transações financeiras ou ceder acessos sob intensa pressão psicológica. Proteger a jornada digital exige incorporar camadas especializadas de segurança capazes de monitorar e neutralizar o fator de manipulação humana em tempo real.

5. Ecossistema 360 e o fator humano como alavanca de alta tecnologia

Em mercados maduros, a eficiência tecnológica não depende apenas de algoritmos isolados, mas da capacidade de integrar uma plataforma 360 de quinta geração, abrangendo botes estruturados, agentes omnichannel, atendimento humano, CRM e marketing de performance.

A Colmeia GC formalizou esta capacidade por meio do “Desafio Colmeia”: a garantia de entregar jornadas digitais complexas em um décimo do tempo estimado por concorrentes do mercado, assumindo o custo integral do projeto em caso de descumprimento do prazo.

Esta velocidade de execução é sustained por uma cultura corporativa engajada e humanizada. A alta tecnologia atinge seu desempenho máximo quando desenvolvida por equipes valorizadas, onde o bem-estar interno se reflete diretamente na qualidade do código, na retenção de talentos e na excelência do suporte prestado aos clientes.

FAQ – Perguntas Frequentes sobre IA e Atendimento Digital

Por que 95% dos projetos de IA em atendimento falham na fase de piloto?
Segundo dados do MIT, a maioria das iniciativas baseadas exclusivamente em modelos conversacionais abertos (LLMs) falha devido à imprevisibilidade das respostas, dificuldade de integração com sistemas legados e falta de controle sobre alucinações em ambiente de produção.
Qual a diferença entre um bote estruturado e uma IA conversacional aberta?
O bote estruturado guia o usuário por caminhos determinísticos e previsíveis (“A, depois B, depois C”), eliminando a ambiguidade e aumentando a conversão. A IA aberta permite conversação livre, mas introduz margem de erro, paralisia de decisão e riscos de alucinação.
Como a biometria facial falha na proteção contra fraudes por engenharia social?
A biometria facial apenas autentica se o usuário é realmente quem alega ser. Ela não impede que um usuário legítimo, após ser autenticado, seja coagido ou induzido por golpistas a realizar transferências financeiras sob manipulação psicológica.

Além do E-Commerce: Como o Speech Analytics e a IA Eliminam a Caixa-Preta do Atendimento Presencial no Varejo

O grande desafio histórico das operações de varejo físico reside na assimetria de dados quando comparado ao ambiente digital. Enquanto o e-commerce rastreia com precisão cada clique, tempo de navegação e taxa de abandono de carrinho, a abordagem comercial humana que ocorre no chão de loja permaneceu, durante décadas, como uma verdadeira caixa-preta para a gestão. Mensurar com rigor técnico o discurso, a abordagem e o contorno de objeções de um vendedor que circula pelo ponto de venda era uma barreira operacional intransponível.Durante sua apresentação no CONAREC, João Belemo, Diretor de Marketing representante da tecnologia trazida pela DDCom System GC, demonstrou como a inteligência artificial generativa e o processamento de áudio romperam esse limite. A inteligência analítica presencial deixou o campo das promessas para se consolidar como uma ferramenta madura de auditoria, capacitação e ganho direto de receita.

O que é o speech analytics aplicado ao atendimento presencial?

O speech analytics aplicado ao atendimento presencial é o uso de dispositivos discretos de captura de áudio combinados a softwares de inteligência artificial para registrar, transcrever e analisar as conversas entre vendedores e clientes no chão de loja. Seu objetivo é transformar interações do ambiente físico em dados estruturados, fornecendo insights sobre adesão ao discurso de vendas, contorno de objeções e gargalos de atendimento em tempo real.

A assimetria de dados entre o digital e o chão de loja

A falta de visibilidade sobre o comportamento do vendedor no momento exato da conversão prejudica o treinamento de equipes e oculta falhas operacionais. Em um ambiente digital, ajustes de copywriting ou mudanças de fluxo de checkout são feitos com base em testes A/B imediatos. No varejo físico, por outro lado, a diretoria frequentemente desconhece os motivos exatos que levam um cliente a sair de uma loja sem efetuar uma compra.

A aplicação de dados de fala diretamente no ponto de venda presencial equilibra essa equação, fornecendo aos gestores a mesma profundidade analítica que os e-commerces utilizam há anos para otimizar suas taxas de conversão[cite: 4].

Como funciona a captura de áudio contínua no ambiente físico de vendas

A expansão da inteligência de dados para o ambiente físico viabiliza-se por meio de infraestruturas leves de captura e processamento de som de alta precisão. A solução desenvolvida pela DDCom System GC estrutura-se através de dispositivos discretos que acompanham o profissional de vendas enquanto ele circula pela loja.

Fluxo de Inteligência Analítica Presencial:
[Captação de Áudio via Dispositivo Discreto] ➔ [Processamento por Motor de Speech Analytics] ➔ [Análise de Padrões e Discurso por IA] ➔ [Insights para Coaching e Treinamento]

Os áudios capturados durante a rotina do atendimento são enviados para uma plataforma robusta de speech analytics. O sistema analisa padrões de comunicação, tonalidade, clareza e cumprimento das diretrizes comerciais da marca.

“Para lojas que têm vendedores que circulam pela loja, a gente consegue fazer a gravação desses vendedores, passar na nossa solução de speech analytics e gerar insights sobre melhorias do atendimento presencial.”

— João Belemo, Diretor de Marketing

Essa massa de áudio convertida em dados alimenta processos contínuos de coaching de vendas, ajustes de argumentação técnica e treinamento sob medida para os times de ponta.

Maturidade do ROI: dados mensuráveis hoje versus oportunidades do futuro

A auditoria por voz no varejo presencial não se limita a um experimento conceitual; ela entrega retorno sobre o investimento (ROI) mensurável em curto prazo. Executivos e gestores de experiência do cliente (CX) acompanham indicadores de desempenho comercial diretamente atrelados ao faturamento:

Comparativo de Maturidade e Oportunidades do Speech Analytics no Varejo
Dimensão Analítica Maturidade Atual (Dados Factuais) Oportunidades de Expansão Futura
Adesão ao Discurso Auditoria automatizada sobre o uso de argumentos estratégicos e campanhas ativas. Mapeamento preditivo da reação emocional do cliente a novos produtos.
Gargalos de Venda Identificação das objeções de preço ou produto que mais travam os fechamentos. Integração direta com sistemas de estoque e recomendação just-in-time.
Coaching de Equipes Treinamentos direcionados para a fragilidade individual de cada vendedor. Prevenção automatizada de desvios de conduta e falhas de conformidade.

Contudo, a tecnologia atual marca apenas a fase inicial de uma ruptura mais ampla no varejo tradicional. Embora o mercado já extraia números expressivos de conversão no presente, existe um espaço amplo para cobrir lacunas históricas da jornada do consumidor no ambiente físico.

O método de implementação cirúrgica: a regra de ouro do foco pontual

Para garantir o sucesso na implementação de inteligência artificial no chão de loja, o método de adoção determina o resultado. Um erro recorrente das organizações é tentar corrigir todas as ineficiências operacionais de uma única vez, provocando dispersão de capital e sobrecarga cognitiva das equipes de vendas.

A orientação estratégica de João Belemo é manter uma abordagem estritamente cirúrgica: selecionar um problema pontual e específico da operação por ciclo de otimização.

“O principal ponto é você focar no problema, em algum problema que seja mais pontual do que você querer resolver todos os problemas, é enfrentando um problema de cada vez para que você consiga ter mais efetividade, não se perca aí no meio do caminho.”

— João Belemo, Diretor de Marketing

Ao priorizar um gargalo isolado por vez — seja a abordagem inicial nos primeiros três minutos, a apresentação de adicionais ou a negociação de condições de pagamento —, a empresa obtém ganhos rápidos, gera engajamento do time físico e mantém total clareza sobre o impacto financeiro da tecnologia.

Proteção e auditoria da percepção de marca no ponto de conversão

No momento decisivo da venda, a força do marketing da marca e a qualidade do relacionamento humano caminham juntas. A percepção que o consumidor consolida sobre uma empresa é moldada pela experiência vivida no atendimento na ponta da operação. Nesse cenário, o speech analytics aplicado ao atendimento presencial atua como uma camada de segurança e governança para auditar, proteger e elevar o padrão de serviço prestado no varejo.

FAQ – Perguntas Frequentes sobre Inteligência Artificial no Varejo Físico

Como funciona a gravação de vendedores que circulam pela loja física?
Os vendedores utilizam pequenos dispositivos de captura de áudio de alta precisão enquanto realizam o atendimento no chão de loja. O som gravado é processado por motores de inteligência artificial da DDCom System GC, que transcrevem a conversa e analisam os padrões de comunicação.
O uso de speech analytics no atendimento presencial substitui o trabalho do gerente de loja?
Não. O sistema fornece dados e relatórios objetivos sobre os pontos fracos e fortes da abordagem de cada vendedor, permitindo que o gerente atue de forma estratégica no treinamento e no coaching individual do time.
Por que a recomendação para a implementação da IA no chão de loja é focar em um problema por vez?
Focar em um único gargalo por vez evita a sobrecarga da equipe de vendas e garante que a empresa consiga isolar a métrica de sucesso, medindo exatamente quanto a resolução daquele problema contribuiu para o aumento do faturamento.

Avanços contra a dengue ganham destaque em simpósio sobre imunização promovido pela Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil

Sob o tema do Dia Mundial da Saúde 2026, “Juntos pela saúde. Apoie a ciência.”, encontro ocorrido em 2 de junho discutiu o impacto da nova vacina nacional contra a dengue, do método Wolbachia e da vigilância epidemiológica baseada em inteligência artificial.

Em 2024, o Brasil registrou 6,5 milhões de casos prováveis de dengue, número quatro vezes maior do que o do ano anterior, segundo o Ministério da Saúde. Desde o início dos anos 2000, mais de 20 milhões de brasileiros já tiveram a doença, em ciclos sazonais que pressionam de forma severa o sistema de saúde. Nesse contexto, a aprovação da Butantan-DV pela Anvisa, em novembro de 2025, marca uma virada estratégica: trata-se da primeira vacina contra a dengue do mundo em dose única, com produção 100% nacional, ofertada exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2026, com foco inicial em crianças e adolescentes.

Os avanços científicos e tecnológicos no desenvolvimento da vacina são tema central do II Simpósio Vacinas & Vacinação Pela Saúde Universal, promovido pela Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) no dia 2 de junho, no Instituto Butantan. A conferência “Inovações científicas e tecnológicas no desenvolvimento da vacina antidengue” será conduzida pelo Dr. Esper Georges Kallás, diretor técnico do Instituto Butantan.

Nos resultados de fase 3, acompanhados ao longo de cinco anos e encaminhados à Anvisa, a Butantan-DV apresentou eficácia geral de 74,7%, eficácia de 91,6% contra dengue grave e com sinais de alarme, e 100% contra hospitalizações na faixa etária de 12 a 59 anos. A tecnologia utiliza vírus vivo atenuado e protege contra os quatro sorotipos do vírus (DENV-1 a DENV-4). O contrato inicial do Ministério da Saúde com o Instituto Butantan prevê 3,9 milhões de doses, e uma parceria internacional do Butantan com a empresa chinesa WuXi deve ampliar a produção para cerca de 30 milhões de doses no segundo semestre de 2026.

A estratégia brasileira combina a nova vacina a outras frentes igualmente reconhecidas internacionalmente. O método Wolbachia, que consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com uma bactéria que os impede de transmitir os vírus da dengue, zika e chikungunya, já é realidade em diversos municípios brasileiros, com reduções drásticas na incidência de casos nas áreas cobertas. Em paralelo, ferramentas de vigilância epidemiológica baseadas em inteligência artificial e o monitoramento climático em tempo real têm permitido que governos estaduais e prefeituras se antecipem a surtos e aloquem recursos de saúde antes que a transmissão atinja níveis críticos.

“O Brasil mostra, com a Butantan-DV, que é capaz de produzir ciência de fronteira e responder a problemas reais de saúde pública. Mas é importante reforçar que vacina é parte de uma estratégia mais ampla: o controle do Aedes aegypti continua sendo decisivo, e o manejo clínico ágil, com reconhecimento precoce de sinais de alarme como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos, segue sendo a chave para reduzir a letalidade da doença. Imunização, controle vetorial e cuidado em rede são complementares, não substitutos”, afirma o Acad. Ana Marisa Chudzinski Tavassi.

ISSB amplia agenda, agora com atenção à divulgação de informações relativas a natureza

As normas dedicadas a divulgação de informações financeiras relacionadas a sustentabilidade, gestadas pelo ISSB ganharão em breve novas diretrizes. Um projeto para divulgação de informações relacionadas a natureza está em curso com a expectativa de se ter uma minuta para discussão em outubro de 2026 que será aberta para consulta pública e revisão. Trata-se de novidades que envolvem a evidenciação de aspectos da biodiversidade, ecossistemas e serviços ecossistêmicos (BEES) de modo a sinalizar riscos e oportunidades relacionados à natureza que irão complementar as disposições previstas nas normas IFRS S1 Requisitos Gerais para Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade e IFRS S2 Divulgações relacionadas ao clima.

Espera-se que o debate sobre biodiversidade e ecossistemas que compreendem uso da terra, poluição, extração de recursos naturais, água, avancem para que sejam evidenciados como as organizações gerenciam, conservam e utilizam os recursos naturais que estejam presentes ou sejam impactados em sua cadeia produtiva, de maneira que sejam reportadas informações úteis e relevantes aos investidores e credores sobre o negócio de uma companhia. Esta temática apresentará impactos relevantes para setores como o agronegócio, mineração, siderúrgico, óleo e gás e outros com forte dependência da utilização de recursos naturais.

Porque o tema deve estar no radar dos profissionais da contabilidade responsáveis pela preparação dos relatórios de sustentabilidade sob os padrões do ISSB (International Sustainability Standards Board) e CBPS (Comitê Brasileiro de pronunciamentos de sustentabilidade)?

Mesmo com a obrigatoriedade da emissão do relatório de sustentabilidade no ano de 2027, referente ao ano-calendário 2026 já atendendo ao IFRS S1 e S2, as disposições de divulgação relativas à natureza devem ser preparadas de forma consistente, conectada e integradas com os impactos e análises de cenários exigidos pelo IFRS S1 e S2.

Hesitação vacinal e queda de cobertura entram no centro do debate em simpósio nacional sobre imunização

Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil reúne autoridades sanitárias e pesquisadores no Instituto Butantan, para discutir os desafios da recuperação das coberturas vacinais e o impacto da desinformação na saúde pública.

Apesar da recuperação parcial registrada em 2024 e 2025, o Brasil ainda enfrenta um cenário desafiador na cobertura vacinal infantil. Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas duas vacinas do calendário do PNI (a BCG e a hepatite B aplicada nas primeiras horas de vida) atingiram em 2025 a meta nacional. A média geral das demais vacinas permaneceu em torno de 85%, abaixo da faixa de 90% a 95% considerada segura para impedir a reintrodução de doenças já controladas, como o sarampo e a poliomielite.

Há, no entanto, sinais claros de retomada. De acordo com dados do PNI e do UNICEF, o Movimento Nacional pela Vacinação, iniciado em 2023, contribuiu para que o Brasil deixasse, em 2024, o grupo dos 20 países com maior número de crianças sem nenhuma dose registrada (chamadas “crianças zero dose”). Vacinas-chave do calendário infantil tiveram avanços históricos: a segunda dose da Tríplice Viral, por exemplo, passou de 58% para cerca de 80% de cobertura nos últimos anos.

Esse é um dos eixos centrais do II Simpósio Vacinas & Vacinação Pela Saúde Universal, promovido pela Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) no dia 2 de junho, no Instituto Butantan. A conferência sobre o tema, intitulada “Hesitação vacinal e desafios para a vacinação no Brasil”, será conduzida pelo Dr. Eder Gatti Fernandes, diretor do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) do Ministério da Saúde, e debate o impacto da desinformação, das desigualdades de acesso e da fragilização das campanhas de comunicação em saúde.

Estudos sobre o comportamento populacional indicam que a hesitação vacinal não se limita à rejeição ideológica e se organiza em três dimensões principais: barreiras estruturais e de rotina (horários restritos das Unidades Básicas de Saúde, falta de tempo dos pais e burocracia documental), desinformação e polarização nas redes sociais, e uma falsa sensação de segurança nas gerações mais novas, que não conviveram com os impactos diretos de doenças como a poliomielite e o sarampo.

“A queda de coberturas vacinais não é um problema isolado nem repentino. Ela é resultado de uma combinação de fatores que precisam ser enfrentados de forma articulada: desinformação, perda de percepção de risco em relação a doenças que estavam controladas e desorganização do acesso ao longo da pandemia. O simpósio é uma oportunidade de discutir, com base em evidências, o que está dando certo e o que ainda precisa ser corrigido”, afirma o Acad. Nelson Franco, coordenador da Comissão Organizadora do simpósio.

Para a ACFB, retomar coberturas elevadas e estáveis depende do fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, da busca ativa por agentes comunitários, da vacinação em ambientes escolares, de campanhas de comunicação segmentadas por região e do enfrentamento ativo da desinformação digital. Iniciativas como o aplicativo “Meu SUS Digital”, que centraliza o calendário e o histórico de vacinação do cidadão, também colaboram para reduzir barreiras de acesso e qualificar a relação da população com a imunização.

Dia do Refugiado: Desde 2015, empresa de call center já contratou mais de 2 mil refugiados e projeta ampliar inclusão no Brasil

Signatária do Pacto Global da ONU, a companhia investe na contratação, capacitação e desenvolvimento profissional de refugiados em SP e Curitiba. Atualmente, cerca de 700 dos seus 5 mil colaboradores são refugiados, com meta de alcançar 1 mil nos próximos anos.

Miccel Manrique é venezuelana e deixou seu país há 13 anos. Na época, ela cursava Direito, mas as dificuldades econômicas impediram a continuidade dos estudos em seu país de origem. O Brasil sempre esteve em seus planos e, por ser praticante de capoeira por muitos anos, admirava a cultura brasileira e sonhava em conhecer de perto essas raízes.

“A modalidade fazia parte da minha vida e eu queria viver isso de perto. Hoje, meus filhos nasceram aqui, são brasileiros e eu sinto que esta também é a minha casa”

Conta a refugiada que, atualmente, trabalha na Foundever – uma empresa que contrata, além de brasileiros, refugiados de diversas nacionalidades nas suas operações de contact center em São Paulo e Curitiba desde 2015.

Casos como o da jovem ajudam a somar as 454.165 solicitações (2015 a 2024) de reconhecimento da condição de refugiado no país. O que corresponde a 95,0% do total registrado no Brasil até o final do ano, segundo dados do Refúgio em Números 2025, feito pela OBMigra – Observatório das Migrações Internacionais.

Atualmente, Miccel atua como analista em uma operação na Foundever e soma mais de cinco anos de trajetória, entre duas passagens pela empresa, separadas apenas pelo nascimento de sua primeira filha. “Aqui existe um ambiente muito humano. As pessoas querem conhecer a nossa história, nossa cultura e fazem a gente se sentir acolhido. É um lugar onde realmente nos sentimos parte da equipe”, afirma.

Empresa que contrata desde 2015

Com quase 700 pessoas em refúgio em seu quadro de colaboradores, sediadas em Curitiba e São Paulo, a companhia em que Miccel trabalha, em parceria com o ACNUR (Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados) recruta, capacita e oferece plano de desenvolvimento para esses grupos que são compostos por mães solo, 50+, jovens entre outras minorias.

A empresa, sendo uma das líderes de contratação formal de refugiados no país, assinou o compromisso do Pacto Global com a ONU de aumentar seu quadro de pessoas em refúgio para 1 mil nos próximos anos. A marca, que comparece com frequência em Pacaraima, no estado de Roraima, também ajuda na Operação Acolhida para melhor entender (de perto) o papel de como fazer essa gestão internamente.

Em seus históricos de atuação, a Foundever participou do evento Cartagena +40, promovido pelo ACNUR, ao lado de chefes de Estado da América Latina e do Caribe como uma das únicas empresas “porta-voz referência” para discutir a inclusão de refugiados no mercado de trabalho.

O CEO da Foundever no Brasil, Laurent Delache, explica que a companhia tem o compromisso de ampliar continuamente a inclusão de refugiados de diferentes nacionalidades em suas operações. Isso, porque, mais do que gerar oportunidades de emprego, ela busca promover o desenvolvimento profissional dessas pessoas por meio de capacitação personalizada, treinamentos acessíveis e iniciativas que respeitem as necessidades individuais de cada colaborador. “Nosso objetivo é construir um ambiente verdadeiramente acolhedor, oferecendo suporte, integração e os recursos necessários para que todos possam desenvolver seu potencial e construir uma trajetória de sucesso dentro da empresa”, afirma o líder da companhia.

Desafios e a rede de apoio

Nos últimos anos, empresas têm se reunido com o ACNUR para um engajamento maior nas contratações desses grupos vulneráveis de diversas nacionalidades que chegam ao Brasil. O apoio para essas organizações vem do Fórum Empresas com Refugiados que, por meio de suas atividades ao lado de importantes entidades, já promoveu 17 mil pessoas refugiadas contratadas pelos integrantes, em 2025 – um crescimento expressivo de 41% em relação a 2024.

A iniciativa de inclusão de pessoas em situação de refúgio na Foundever vai além da contratação, já que há um programa, constantemente aprimorado, que contempla ações de recrutamento, capacitação, desenvolvimento e integração profissional, gerando impactos positivos em toda a organização. Como reflexo dessa evolução, a companhia fortaleceu sua agenda de diversidade, equidade e inclusão, estruturando um comitê dedicado ao tema e promovendo encontros periódicos para ouvir, compreender e incorporar as experiências de grupos minorizados. O objetivo é aperfeiçoar continuamente as práticas de gestão, acolhimento e desenvolvimento desses profissionais.

“Conviver com pessoas de diferentes culturas, histórias e perspectivas torna a empresa mais humana, inovadora e preparada para os desafios do mercado. Vale lembrar que essa troca tem contribuído para o fortalecimento da nossa cultura organizacional, com avanços em transparência, inclusão, bem-estar e desenvolvimento de pessoas. Também impulsionou a criação de políticas mais robustas de respeito e valorização da diversidade, refletindo diretamente na satisfação dos colaboradores e na retenção de talentos”, afirma o CEO da Foundever no Brasil, Laurent Delache.

Já Johalbert Marcano Ruiz chegou ao país há quase cinco anos. Estudava Engenharia Mecânica na Venezuela, mas a pandemia e a instabilidade econômica mudaram seus planos e, com isso, a decisão de migrar foi difícil, mas motivada pela busca de oportunidades e estabilidade.

“No início, você sente medo porque não consegue se comunicar. É frustrante não entender tudo o que acontece ao seu redor. Mas, aos poucos, você aprende, ganha confiança e começa a se sentir parte daquele lugar”, lembra Johalbert.

O venezuelano ressalta que, quando entrou na Foundever, a vida dele mudou porque teve a estabilidade que procurava desde que chegou ao Brasil. Johalbert sonha em trazer mais familiares para perto.

“Quero continuar crescendo profissionalmente, conquistar meu apartamento e ajudar minha mãe e minha irmã. É mais fácil apoiar quem a gente ama quando estamos estruturados”, diz Johalbert..

Histórias como essas reforçam a importância da inclusão de refugiados no mercado de trabalho. Mais do que oferecer uma oportunidade profissional, iniciativas de acolhimento permitem que talentos reconstruam suas vidas, contribuam com suas experiências e fortaleçam ambientes corporativos mais diversos, humanos e inovadores.

FIPECAFI promove Colóquio de Sustentabilidade e Contabilidade 2026 com foco em divulgação financeira relacionada à agenda ESG e normas ISSB

Evento reúne especialistas do mercado e da academia para debater os impactos das IFRS S1 e S2 sobre governança, riscos climáticos, disclosure e mercado de capitais.

 

A FIPECAFI realizou no dia 26 de maio de 2026, em São Paulo, o Colóquio FIPECAFI de Sustentabilidade e Contabilidade 2026, encontro técnico e acadêmico voltado à discussão dos impactos regulatórios, financeiros e organizacionais da divulgação financeira relacionada à sustentabilidade.

O evento, que acontece na sede da instituição, na Rua Maestro Cardim, 1170, Bela Vista, reunirá reguladores, pesquisadores, executivos, investidores, preparadores da informação, auditores e especialistas para aprofundar debates sobre governança, riscos climáticos, asseguração e conectividade das informações financeiras relacionadas à sustentabilidade divulgadas ao mercado de capitais.

O avanço das IFRS S1 e IFRS S2, emitidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), consolida um novo ciclo regulatório voltado à integração entre desempenho econômico-financeiro, governança corporativa e riscos relacionados à sustentabilidade. Nesse contexto, o colóquio foi estruturado para discutir, de forma crítica e aplicada, os desafios técnicos, regulatórios e organizacionais associados à implementação das novas exigências de divulgação financeira relacionada à sustentabilidade no ambiente corporativo brasileiro.

Com proposta voltada à interlocução entre o mercado, os agentes regulatórios e a academia, o encontro abordará temas relacionados à adoção das normas ISSB, aos impactos das resoluções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à evolução dos processos de asseguração e à necessidade de fortalecimento das estruturas internas de governança, controles, governança de dados e conectividade das informações.

A programação também discutirá os desafios associados ao monitoramento de riscos climáticos físicos e de transição, além da influência das informações relacionadas à sustentabilidade sobre valuation, percepção de risco e custo de capital.

Programação

A programação foi dividida entre Sessões Magnas e Mesas Temáticas. A primeira Sessão Magna discutirá a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade sob a ótica do mercado de capitais, abordando os impactos das IFRS S1 e S2, o processo regulatório conduzido pela CVM e os desafios associados à implementação das normas no Brasil. O painel contará com participação de representantes da CVM, CBPS, FEA/USP e FIPECAFI.

As Mesas Temáticas irão aprofundar debates sobre monitoramento de riscos e oportunidades climáticos, integração da sustentabilidade aos sistemas de controles internos, conectividade entre divulgação financeira relacionada à sustentabilidade, governança e rastreabilidade de dados, além dos desafios relacionados à asseguração razoável de relatórios financeiros de sustentabilidade e à mensuração contábil de riscos e oportunidades climáticas.

Entre os temas abordados: modelagem de cenários, Enterprise Risk Management (ERM), materialidade, impairment, CAPEX e OPEX, provisões, rastreabilidade das informações, governança de dados, arquitetura de controles internos, asseguração independente e os impactos da ISSA 5000 sobre o processo de preparação das organizações para as novas exigências de asseguração.

Parceiros e convidados

O evento reunirá representantes de instituições e empresas como CVM, CBPS, FEA/USP, Vale, Santander Asset Management, Suzano, Natura, EY, PwC, Deloitte, Grant Thornton, KPMG, Protiviti, IBRACON, CSN, Lojas Renner e CI&T, fortalecendo o diálogo entre regulação, mercado e academia em torno das transformações da divulgação corporativa relacionada à sustentabilidade.

Além do conteúdo técnico, o colóquio contará com momentos de integração e interação técnica entre participantes, incluindo intervalos institucionais, coffee breaks e momento de integração institucional de encerramento, promovendo troca de experiências e aproximação entre profissionais envolvidos na evolução das práticas de divulgação financeira relacionada à sustentabilidade corporativa.

O público-alvo inclui profissionais das áreas de sustentabilidade, contabilidade, auditoria, controladoria, governança corporativa, compliance, gestão de riscos, relações com investidores, finanças e controles internos, além de pesquisadores, consultores, reguladores, investidores e especialistas envolvidos na preparação, análise e asseguração de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade.

As inscrições já estão abertas e possuem vagas limitadas. Os valores são de R$ 200 para alunos FIPECAFI e R$ 300 para o público geral. Como política de incentivo à participação qualificada, 100% do valor pago será revertido em crédito FIPECAFI para utilização posterior em cursos e produtos da Fundação, conforme regras vigentes.

O Colóquio FIPECAFI de Sustentabilidade e Contabilidade 2026 reforça o papel estratégico da contabilidade, da sustentabilidade, da governança e da divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade diante da consolidação das novas exigências regulatórias globais.

Saúde mental (NR1): há 10 anos, empresa investe em terapias, bikes internas, pet friendly, sala de jogos, massoterapeutas e outras ações de bem-estar

A Foundever, líder na contratação de refugiados e premiada entre as 175 melhores empresas do Brasil em 2025 pelo Great Place to Work, prioriza o bem-estar dos colaboradores com ações que vão além do suporte psicológico tradicional, incluindo incentivo à prática de atividades físicas e iniciativas de diversão.

Neste ano, as empresas brasileiras deverão oficialmente monitorar os riscos à saúde mental de seus colaboradores, uma exigência que, embora recente, já conta com algumas companhias proativas, como é o caso da Foundever, uma líder global em tecnologia para experiência do cliente.

A empresa tem em sua  programação o “EverBetter“, atividade que foi implementada para oferecer o equilíbrio físico e mental por meio de práticas saudáveis e que, nos últimos anos, ampliou seu escopo oferecendo assistência social contínua, rodas de conversa para prevenção ao suicídio e assédio, terapias, bikes ergométricas internas para bem-estar, política pet friendly, sala de jogos, massoterapeutas disponíveis para massagens nas mesas de trabalho, show de talentos e outras ações de engajamento e bem-estar.

A companhia, que também é líder na contratação de refugiados para suas operações e acumula a certificação do Great Place to Work pelo 5º ano consecutivo, faz com que os colaboradores contem, também, com atendimento de assistentes sociais para situações de vulnerabilidade, uma emergência emocional, oferecendo um atendimento remoto ou presencial.

Diferencial na saúde mental

Além da tradicional assistência psicológica, são necessárias outras ações integradas de bem-estar com os colaboradores, incluindo atividades físicas e iniciativas internas e externas envolvendo engajamento.

Bikes ergométricas para reuniões: a companhia oferece, em seus corredores, o aparelho esportivo para que lideranças e colaboradores possam fazer uso para qualquer necessidade – inclusive, o CEO Brasil realiza reuniões constantes com outros gestores durante o uso das bikes.

EverVoice – Show de talentos para colaboradores: a Foundever criou uma atividade de descoberta de talentos, com competições remotas e uma grande final presencial, realizadas na própria empresa, valendo prêmios como forma de engajamento.

Pet friendly: após o período pandêmico, a volta aos escritórios foi repensada pensando no apoio psicológico e na melhoria da produtividade. Muitos pets que foram integrados na rotina do home office foram convidados a continuar acompanhando seus tutores. Desde então a empresa se preparou para receber seus amigos pets diariamente, seguindo regras e cadastro prévio (pet vacinado, sociável e sob cuidado do tutor).

Massagens diretamente nas estações de trabalho: a equipe de massoterapeutas é formado por profissionais do time Foundever que visitam, diariamente, todos os setores da companhia fazendo massagem laboral nos colaboradores enquanto eles trabalham. A prática alivia estresse, tensões musculares, melhora a circulação e auxilia na concentração e produtividade. O projeto integra ainda o programa de inclusão e diversidade uma vez que o time é formado por deficientes visuais, com formação técnica em massoterapia.

Campanhas de engajamento com sexta-feira temática: uma vez por mês as sextas-feiras são mais animadas com a caracterização de personagens ou temas específicos para motivação interna.

Sala de jogos e descanso: a empresa possui um ambiente espaçoso com mesas de jogos, TV, videogames, espaço de descanso entre outras atividades, para que os colaboradores possam aproveitar em grupo.

Atividades físicas em grupo, além do expediente: um calendário de práticas físicas além do escritório convida colaboradores e familiares para atividades de caminhadas, trilhas e outras ações para incentivar a movimentação em prol do bem-estar coletivo.

“VestibulEver” – projeto de ensino e capacitação de colaboradores para o Enem, sem custos: pensando no desenvolvimento de seus talentos, a empresa oferece o programa VestibulEver, colaborando para que os participantes sejam aprovados em universidades após serem capacitados com aulas gratuitas, que duraram alguns meses que precedem o ENEM. O projeto também contempla refugiados e outras minorias.

O contact center e a saúde mental

As razões da Foundever para se atentar ao bem-estar dos colaboradores ao longo dos anos se dão, também, pelo fato de o setor de contact center no Brasil ter grande representatividade como porta de entrada para o primeiro emprego e, consequentemente, por lidar com atendimento ao consumidor de diferentes maneiras. Quando bem assistido, ocorre menor rotatividade e mais engajamento.

A profissão de agente de atendimento, como é chamada, soma em boa parte mais de 60% dos profissionais entre 18 e 29 anos. Os dados disponíveis da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), considerando os últimos anos, ainda revelam que o setor emprega mais de 1 milhão de pessoas, sendo que mais de 70% dos profissionais são mulheres, metade delas negras e pardas.

“Além de monitoramentos que englobam a saúde mental e bem-estar, temas como a prevenção de assédio, exaustão, produtividade, entre outros, é fundamental que empresas do segmento apoiem seus os colaboradores durante a jornada de atendimento, as ferramentas com inteligência artificial chegaram para diminuir a sobrecarga e dar mais agilidade no processo”, conta o CEO Brasil da Foundever, Laurent Delache.

Laurent Delache – CEO Brasil da Foundever - Divulgação

Laurent Delache – CEO Brasil da Foundever – Divulgação

Laurent Delache: O executivo da empresa é de origem francesa, mas há mais de 30 anos escolheu o Brasil como seu país, e onde vem colaborando para aplicação de melhores práticas de gestão. Nos últimos anos, assumiu o cargo de CEO Brasil da marca. Sua cultura de imigração, quando voluntariamente escolheu prestar serviços militares na embaixada francesa em Brasília, também foi um impulso para a contratação de refugiados em sua companhia (que soma quase 700 admitidos) e para atividades de engajamento e bem-estar dos colaboradores em geral.

Reconhecimentos que a Foundever acumula em gestão de pessoas e, consequentemente, sucesso no atendimento ao consumidor:

A NR-1, promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), solicita algumas atenções para que as companhias brasileiras se atentem à saúde mental de seus colaboradores.

Entre as exigências da gestão da NR-1, que a Foundever já contempla e monitora, estão os destaques para avaliação do ambiente quanto aos impactos na saúde mental, com o propósito de reduzir riscos, criar planejamentos para amenizar e identificar problemas relacionados ao tema, promover programas de assistência psicológica, monitorar os níveis de estresse entre líderes e colaboradores envolvendo expedientes extras e outras atividades.

Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil reúne especialistas para debater o futuro da vacinação no Brasil, no contexto do Dia Mundial da Saúde 2026

Sob o tema “Juntos pela saúde. Apoie a ciência.”, simpósio gratuito e presencial, acontece no Instituto Butantan e discute hesitação vacinal, avanços contra a dengue, e outros temas convergentes com a agenda da OMS para 2026.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou, no dia 2 de junho, no Instituto Butantan, em São Paulo, o II Simpósio Vacinas & Vacinação Pela Saúde Universal: Imunizações e Prevenção de Doenças no Contexto do Dia Mundial da Saúde 2026. O encontro, gratuito e aberto ao público, com transmissão simultânea, reúne autoridades sanitárias, pesquisadores e lideranças do setor farmacêutico para debater os principais desafios da imunização no país e o papel das vacinas no enfrentamento de duas prioridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) para 2026: as doenças não transmissíveis e a resistência aos antimicrobianos.

O simpósio integra a iniciativa promovida pela Federação Internacional Farmacêutica (FIP) e pela OMS no âmbito da campanha global do Dia Mundial da Saúde de 2026, que tem como tema “Juntos pela saúde. Apoie a ciência.”. A escolha do tema pela OMS reforça a importância da pesquisa, da inovação e de políticas públicas baseadas em evidências como pilares da saúde da população, e dialoga com o conceito de “Uma Só Saúde”, que reconhece a saúde humana, animal e ambiental como dimensões interdependentes.

Vacinação no Brasil: avanço recente, mas ainda abaixo da meta

Após anos de queda intensificada pela pandemia de Covid-19, o Brasil vive um momento de retomada das coberturas vacinais infantis. Resultado da mobilização iniciada em 2023 pelo Movimento Nacional pela Vacinação, o país deixou de figurar, em 2024, entre os 20 com maior número de crianças sem nenhuma dose registrada (as chamadas “crianças zero dose”). Segundo dados do PNI e do UNICEF, vacinas-chave do calendário infantil também tiveram recuperação significativa: a segunda dose da Tríplice Viral, por exemplo, passou de 58% para cerca de 80% de cobertura nos últimos anos.

Ainda assim, o cenário exige atenção. Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, apenas dois imunizantes do calendário infantil (a BCG e a hepatite B aplicada nas primeiras horas de vida) atingiram em 2025 a meta nacional. A média de cobertura para o conjunto das vacinas permanece em torno de 85%, abaixo da faixa de 90% a 95% considerada segura para impedir a reintrodução de doenças já controladas e para sustentar a imunidade coletiva. Para a ACFB, esse quadro evidencia a urgência de qualificar o debate público sobre imunização e de fortalecer a articulação entre as áreas científica, regulatória e assistencial.

Programação aborda quatro eixos prioritários

A grade do encontro foi organizada em torno de quatro eixos temáticos que dialogam diretamente com a agenda internacional em saúde:

  • Vacinas ao longo da história: transformações da saúde global e promoção da longevidade saudável;
  • Avanços científicos e tecnológicos no desenvolvimento da vacina contra a dengue, em um cenário de altos números de casos e de início da distribuição da Butantan-DV pelo SUS em 2026;
  • Vacinas e vacinação no contexto do combate à resistência aos antimicrobianos (RAM), tema considerado pela OMS uma das maiores ameaças à saúde global;
  • Hesitação vacinal e desafios para a vacinação no Brasil, com discussão sobre desinformação, equidade de acesso e estratégias de comunicação em saúde.

O programa também contempla apresentações sobre inovações industriais e logísticas em vacinação, incluindo plataformas de envase, soluções de inspeção visual e o papel das farmácias na ampliação do acesso à imunização, eixo que ganhou força no Brasil após a Resolução RDC 197/2017 da Anvisa, que reconheceu farmácias e drogarias como pontos de vacinação, e da Resolução CFF nº 16/2024, que regulamenta a prescrição de vacinas por farmacêuticos.

Confirmados no evento

Tiveram presença marcada no II Simpósio as participações do Acad. Dante Alário Junior, presidente da ACFB; do Dr. Carmino Antonio de Souza, presidente do Conselho de Curadores da Fundação Butantan; do Dr. Esper Georges Kallás, diretor técnico do Instituto Butantan; do Prof. Thiago Mares Guia, vice-presidente executivo da Bionovis; do Dr. Eder Gatti Fernandes, diretor do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) do Ministério da Saúde; e do Sr. Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma. A organização é da Comissão de Acadêmicos da ACFB, coordenada pelo Acad. Lauro D. Moretto.

Posicionamento da Academia

“O II Simpósio Vacinas & Vacinação Pela Saúde Universal traduz o compromisso histórico da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil com a saúde pública e com a defesa da ciência. As vacinas estão entre as intervenções mais eficazes já criadas pela humanidade e seguem sendo determinantes para a longevidade saudável, para o fortalecimento dos sistemas de saúde e, mais recentemente, para o enfrentamento de ameaças como a resistência antimicrobiana. Reunir, em um único espaço, autoridades sanitárias, pesquisadores e lideranças do setor é fundamental para que a sociedade brasileira retome a confiança nas vacinas e o país recupere os patamares de cobertura que sempre lhe deram protagonismo global em imunização”, afirma o Acad. Dante Alário Junior, presidente da ACFB.

FIPECAFI lança “Núcleo de Estudos e Pesquisas Avançados em Tributação”

NEPAT, como será chamado, servirá como base importante para os estudos e ações que contemplem os avanços da Reforma Tributária neste ano.

Com o objetivo de reafirmar seu compromisso com a excelência técnico-científica e com o debate qualificado de temas essenciais aos cenários econômico, contábil e jurídico brasileiros, a Diretoria Executiva da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI) institui o Núcleo de Estudos e Pesquisas Avançados em Tributação, lançado no dia 1º de março.

O NEPAT, como será nomeado, tem como propósito a inserção da FIPECAFI nos estudos, pesquisas e debates relacionados à tributação, especialmente à Reforma Tributária, acompanhando de forma avançada e aprofundada seus desdobramentos legislativos, normativos e contábeis, bem como seus impactos sobre os setores público e privado.

O diretor-presidente da FIPECAFI, Welington Rocha, comenta que este é um momento muito importante para os mais de 50 anos da Fundação. “Vamos reforçar nossos compromissos contábeis e jurídicos com a sociedade e com as empresas, em um momento em que mudanças tributárias estão em curso”, afirma.

O Núcleo será coordenado pela professora Andressa Gomes, responsável pela condução das atividades de pesquisa, produção intelectual, eventos acadêmicos, publicações e articulações institucionais relacionadas ao tema. “Acredito que, por meio do NEPAT, a FIPECAFI irá fomentar análises críticas e multidisciplinares, incentivar a produção científica aplicada e ampliar o diálogo com a comunidade acadêmica, os setores público e privado e os formuladores de políticas públicas”, comenta.

Em breve, serão divulgadas informações adicionais sobre os projetos em desenvolvimento e os eventos a serem realizados no âmbito do Núcleo.